Nota de Orientação da Vigilância Ambiental de Fundão sobre o caracol gigante africano (Achatina fulica) (06/12/2019)

O caracol gigante africano é originário do nordeste da África e foi trazido para o  Brasil na década de 80. Uma espécie exótica de ocorrência mundial apresenta excelente capacidade de adaptação e dispersão com hábito alimentar herbívoro generalista, grande resistência a alterações ambientais e alto potencial reprodutivo, além disso, não apresentam predador natural, facilitando a sua multiplicação de forma descontrolada.

No período chuvoso, o caracol gigante africano  (que já se tornou uma praga no Brasil) se prolifera ainda mais rápido, pois tem preferência por ambientes quentes, úmidos e com sombra.

 

Quais os cuidados devem-se tomar?

A principal providência a ser tomada é o controle pela catação dos caracóis africanos nos quintais. O uso de pesticidas não é recomendado em função da alta toxicidade dessas substâncias. A melhor opção é a catação manual com as mãos protegidas com luvas ou sacos plásticos. Este procedimento pode ser realizado nas primeiras horas da manhã ou à noitinha, horários em que os caramujos estão mais ativos e é possível coletar a maior quantidade de exemplares. Durante o dia, eles se escondem para se proteger do sol.

 

Como eliminar os caracóis africanos depois da catação?

Queima e maceração das conchas

Colete os exemplares encontrados colocando-os em um recipiente de metal ou de barro queimá-los de forma controlada com fogo persistente. Posteriormente, depois de frio, quebrar as conchas e enterrar no solo de forma a não servirem de criadouros para mosquitos principalmente o Aedes aegypti, transmissor da Dengue.

Disposição para coleta de lixo domiciliar

Em um balde, diluir uma colher de água sanitária em um litro de água. Esta diluição deve ser proporcional à quantidade de caracóis africanos coletados. Reservar;

Com uma tesoura ou faca, fazer pequenos furos em uma sacola plástica.

Coletar os caracóis com as mãos protegidas, colocando-os na sacola com furos;

Fechar a sacola com um nó em sua extremidade;

Colocar esta sacola no balde reservado com a mistura de hipoclorito de sódio (água sanitária);

Manter os caracóis imersos por 24 horas;

Retirar a sacola do balde, escorrendo a água por completo;

Colocar a sacola em outra, sem furos, fechando-a com um nó em sua extremidade;

Dispensar a sacola para a coleta de lixo domiciliar;

Dispensar a água utilizada na rede de esgoto sanitário.

 

O que não devo fazer?

Evitar usar sal para controlar os caracóis, apesar de matar o caracol, não mata os ovos que possam estar em seu interior.

Não utilizar venenos ou moluscicidas, por esses não serem espécie-específicos, colocam em risco os moluscos nativos. Essas substâncias podem ser muito tóxicas e não seguras, podendo ocasionar intoxicação humana e morte acidental de outros animais, inclusive os domésticos.

É IMPORTANTE SALIENTAR QUE A POPULAÇÃO TEM UM PAPEL CRUCIAL NO COMBATE E CONTROLE DO CARACOL AFRICANO, SEJA NA COLETA E COMBATE DA ESPÉCIE E NA LIMPEZA E CONSERVAÇÃO DE SEUS TERRENOS SEMPRE LIMPOS.

"Qualquer dúvida entrar em contato no telefone (27)32671613, ou procure a Vigilância Ambiental para maiores esclarecimentos na rua Interventor Santos Neves, 202, Centro de Fundão."